Jornal do CREA-RS - Junho / 2004 - Ano XXX - Nš 03
 
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CÂMARA DE ENGENHARIA FLORESTAL

Propostas para a área ambiental no Município de Passo Fundo (RS)

As propostas para com a área ambiental no município de Passo Fundo visam superar um quadro de degradação, em que a contaminação da água, do solo e poluição superficial são os destaques.

A pressão antrópica degradante é resultante da falta de educação ambiental massiva, os limitados recursos institucionais municipais e a não conclusão do processo condições de licenciamento homologado pelo Conselho Estadual ou até mesmo o desinteresse da administração de superar essa situação.

A falta da implantação e fortalecimento do SISNAMA, resulta em omissões monumentais, como a implantação de um hipermercado sobre área de preservação permanente na principal avenida do pólo regional do norte riograndense, prossegue com a deposição de lixo reciclável em aterros chamados “sanitários”, a falta de recolhimento de pilhas e pneumáticos, lâmpadas fluorescentes e a falta de tratamento de esgotos cloacais, sendo que somente no próximo período anual a sede urbana poderá alcançar 27% desse despejo, isto que a ETE Araucária foi resultante de indução pelo Ministério Público Estadual.

A área urbana ainda possui significativo remanescente florestal, que com a dotação do município de um Sistema de Unidades de Conservação e afins poderá assegurar as futuras gerações ambientes de lazer, áreas de pesquisa e conservação da flora e fauna, ainda como componente da estrutura turística do município.

A implantação de propostas que superem o atual estágio em que é tratado o meio ambiente na cidade de Passo Fundo requer um comprometimento regular de recursos, pois os que foram alocados até a presente administração foram muito limitados.

A execução de planos que induzam a seleção de lixo e resíduos domésticos, organização do segmento da população que atua com esses recursos deve gerar benefícios sociais e ambientais.

A integração com outros municípios para viabilizar a reciclagem de produtos que exigem processamento industrial, como pneus e lâmpadas fluorescentes, a ampliação da rede de coleta e estações de tratamentos de esgotos, a formação de um fundo para aquisição de áreas verdes, são instrumentos que representam a possibilidade de termos um ambiente com melhores condições para a população e ao desenvolvimento de suas atividades.

A elaboração de um Plano Florestal Municipal é uma das fórmulas potencialmente promissora, pois o norte riograndense que já teve sua economia com base na atividade madeireira, importa matéria-prima para atender suas necessidades.

A ocupação de parcelas de imóveis rurais com plantio de árvores, trata-se de uma forma de dar condições de produção diversificada, reguladora de renda e constituir-se em formação de poupança “verde” e melhores condições ambientais.

A produção florestal como qualquer outra alcança maiores retornos se a cadeia de produção não ficar limitada a fornecer matéria-prima, mas sim processando-a com o que alcança maior valor agregado.

Uma das formas para gerar empregos e maior renda local é a organização de pequenas cooperativas ou formas associativadas para atender diretamente o mercado consumidor.
 

 

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