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Centro
Brasileiro para o desenvolvimento de Energia Solar -
Primeira sede no Rio Grande do Sul
No final de maio, foi assinado o convênio para
instalação do primeiro Centro Brasileiro
para o Desenvolvimento de Energia Solar Fotovoltaica
(CB- Solar), pelo ministro da Ciência e Tecnologia,
Eduardo Campos. Através de uma parceria entre
a Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul, governos estadual e municipal, o
Centro será implantado no Núcleo Tecnológico
de Energia Solar (NT- Solar) da PUCRS e promete ser
o mais moderno laboratório da área na
América Latina. O NT localiza-se no Centro de
Pesquisa e Desenvolvimento em Física do Parque
Tecnológico da instituição (TecnoPUC).
O objetivo do centro é traçar alternativas
que contribuam para a universalização
da energia elétrica no país. Atualmente,
estima-se que 3 milhões de residências
brasileiras não possuam luz elétrica.
Segundo o professor e coordenador do CB- Solar, Adriano
Moehlecke, a parceria firmada não implica aporte
de recursos, mas na união de esforços.
“A PUCRS tem a infra-estrutura e recursos humanos
qualificados, já os parceiros vão trazer
idéias de projetos a serem desenvolvidos e auxiliar
na busca de verbas”, explica. |
O NT - Solar foi projetado especificamente para desenvolver
protótipos de células solares e módulos
fotovoltaicos (que transformam a energia solar em elétrica)
e para implementar e analisar sistemas fotovoltaicos.
O CB - Solar terá as funções de
fazer ciência, desenvolvendo novas estruturas
eficientes na conversão de energia solar em elétrica,
apresentar e analisar tecnologias para fabricação
de células solares e módulos fotovoltaicos
mais econômicos dos que são desenvolvidos
no exterior. Além disso, o centro também
estimulará a formação de recursos
humanos especializados na área de energia solar.
Os módulos fotovoltaicos, segundo a professora
e também coordenadora do CB - Solar, Izete Zanesco,
podem ter dois tipos de sistemas: autônomo e conectado
a rede elétrica. O primeiro, sistema autônomo,
está sendo estudado como uma das possibilidades
para integrar o Programa Luz Para Todos, do Governo
Federal, por ser economicamente mais viável para
as comunidades isoladas. O sistema é instalado
no telhado das casas captando a luz solar durante o
dia e convertendo-a em energia elétrica. Esse
sistema possui baterias que podem ser utilizadas quando
os dias são nublados ou durante a noite. O outro
sistema, conectado à rede elétrica, faz
apenas a conversão da energia, reduzindo significativamente
o valor de Quilowatts/Hora consumidos mensalmente por
uma residência. “A aplicação
desse sistema, além da conscientização
ambiental seria uma colaboração da sociedade
para evitar possíveis apagões futuramente”,
explica a professora Izete. A principal característica
desta forma de produção de energia elétrica
é a alta tecnologia visando o baixíssimo
impacto ambiental. O módulo fotovoltaico é
uma alternativa vantajosa para levar a energia elétrica
à zona rural. Outra facilidade são os
altos índices de irradiação solar
em todas regiões do país. A matéria-prima
para construção do módulo é
o silício puro, que provém do quartzo,
que segundo a professora Izete, o Brasil é uma
das maiores reservas mundiais desse produto. “Energia
solar é democrática, tanto no sul quanto
no norte do país”, ressalta a professora.
O convênio firmado envolve Ministério da
Ciência e Tecnologia, secretarias estaduais de
Ciência e Tecnologia e de Energia, Minas e Comunicação
do RS, CEEE e Secretaria Municipal da Produção,
Indústria e Comércio (Smic) de Porto Alegre.
Outra parceria importante está sendo construída
no NT-Solar para a implantação de uma
planta pré-industrial de fabricação
dos módulos fotovoltaicos eficientes. O objetivo
é construir os módulos fotovoltaicos com
a alta eficiência e baixo custo em grande escala,
substituindo a importação desta tecnologia
feita pelo país atualmente. A industrialização
dos módulos fotovoltaicos facilita a expansão
da tecnologia eficiente e barata. Ao mesmo tempo, serão
desenvolvidas pesquisas visando aprimorar ainda mais
a técnica dos professores da PUCRS. Atualmente,
o sistema desenvolvido converte 17% da energia solar
recebida em elétrica (aproximadamente 3% mais
do que as outras técnicas conhecidas), mas a
intenção é aumentar para 20% a
partir de estudos.
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