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Vista
aérea da capital |
Tendências
no planejamento urbano
Entre os dias 2 e 4 de dezembro, na Câmara
dos Deputados, em Brasília, a Comissão
de Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara
dos Deputados, com apoio da Caixa Econômica
Federal e do CONFEA, realizou a V Conferência
das Cidades, esta com enfoque completamente voltado
ao planejamento urbano das cidades brasileiras.
Seu objetivo foi propiciar o intercâmbio
de metodologias entre gestores e lideranças,
envolvendo todos os aspectos relacionados a um
Plano Diretor.
Na I Conferência Nacional das Cidades, realizada
em final de outubro, também em Brasília,
foi levantado o interesse dos participantes por
políticas mais definidas nas áreas
de habitação e saneamento. A tendência,
desse modo, é que os investimentos nestas
áreas sejam incrementados e que haja incentivo
por parte do Ministério das Cidades para
que os estados e municípios enfoquem, também,
estes aspectos em seus planos de gestão.
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No segmento da habitação, as ações
estão centradas juntos à população
de baixa renda. O IBGE estima que existem favelas em
praticamente 100 por cento das cidades brasileiras com
mais de 500 mil habitantes. Para atender esta demanda,
o governo federal conta com programas como a Carta de
Crédito, que financia imóvel novo ou usado
ou ainda a construção em terreno próprio
e a reforma de moradias, beneficiando famílias
com renda mensal de até 12 salários mínimos,
ou o PSH - Subsídio à Habitação
de Interesse Social, que beneficia pessoas com renda
de até R$ 580,00, em alguns programas ou até
R$ 1.000,00 por mês, em outros.
Com apoio do BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento,
existe também o programa Habitar Brasil, que
atende preferencialmente famílias com até
três salários mínimos, financiando,
em paralelo, ações de saneamento, infra-estrutura,
trabalho social, cursos profissionalizantes e geração
de trabalho e renda. Seu grande diferencial consiste
no apoio à modernização institucional
dos municípios para que atuem na melhoria das
condições de moradia das famílias
de baixa renda.
A necessidade por saneamento básico foi levantada
em diversos grupos de trabalho. Estima-se que atualmente
cerca de 60 milhões de brasileiros não
sejam beneficiados pelo serviço de coleta de
esgoto, sendo que 15 milhões não dispõem
de água encanada, principalmente nas regiões
periféricas das grandes cidades, onde se encontram
os bolsões de pobreza. Dados do Ministério
das Cidades afirmam que praticamente 75% do esgoto coletado
nas cidades brasileiras é depositado sem tratamento
prévio.
Com apoio de instituições de fundos internacionais
e com contrapartida de estados e municípios,
o governo federal dispõe do programa Saneamento
é Vida, que financia empreendimentos que objetivam
aumentar a cobertura dos serviços de abastecimento
de água, esgotamento sanitário e drenagem;
e a aumentar também a eficiência dos prestadores
de serviços de saneamento públicos. Recursos
do FGTS também podem ser disponibilizados para
atender necessidades nesta área. |
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