| CÂMARA
DE ENGENHARIA INDUSTRIAL
Política
de desenvolvimento
Eng. ind. mod. mec. Ivo Germano Hoffmann
Conselheiro representante da ABEMEC-RS
Sugestões
1 - Elementos
1.1- Histórico
Após a segunda Guerra Mundial, passou o Brasil a industrializar-se.
Empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional - CSN,
Companhia Brasileira de Petróleo - Petrobras, Centrais
Elétricas Brasileiras - Eletrobrás, etc, mesmo
sendo estatais, deram os elementos básicos em energia,
mineração e aço, para que uma infinidade
de empresas, em especial no Sul-Sudeste do Brasil se desenvolvessem.
Isto fez com que houvesse a mecanização da agricultura
e o conseqüente êxodo rural, assim como a atração
pelo trabalho junto as áreas que começavam a
ter um desenvolvimento industrial.
Isto posto, alem do crescimento vegetativo da população,
estes migrantes acresceram os números dos que necessitavam
de moradia.
1.1.1
- Poupança
A poupança interna não existia pois a desvalorização
constante da moeda, fazia com que, quem detivesse algum capital,
logo transformava em bem ou serviço, afim de não
perder seu valor de compra.
Também a legislação favorecia demasiadamente
o inquilino, inibindo sua aplicação em habitação,
a não ser para uso próprio.
O déficit habitacional era grande, e somente alguns
órgãos que detinham capital público,
aplicavam parte em projetos habitacionais. Neste caso, citam-se
Associações de Militares (usando fundos públicos
orçamentários) e Institutos de previdência
(IAPI - IAPTEC - IPE, etc.), usando parte do lastro para futuro
pagamento de aposentadorias e pensões, aplicassem em
moradias para parte de seus associados. Claro que nestes casos
acabavam comprometendo a formação do fundo garantidor
para as futuras aposentadorías. Empréstimos
de longo prazo, logo se esvaiam pois o pagamento das parcelas,
logo se tornava ínfimo, não repondo o valor
real. O valor mensal com o passar do tempo não indenizava
o custo do carnêt de pagamento.
A partir de março de 1964, os detentores do poder nacional,
criaram grupos específicos de trabalho, formados basicamente
por técnicos altamente qualificados, com o fito de
desenvolver o país, com embasamento sólido.
Citem-se os grupos de Tecnologia Industrial (Substituição
de importados), tecnologia energética (Exploração
de petróleo em águas profundas, infra- estrutura
Hidro-Energética, Energia Alternativa/Pró-Alcôol),
o Sistema Financeiro Nacional e o Sistema Habitacional entre
outros.
Especificamente este último, teve o mérito,
de criar o hábito da poupança na população,
valor extremamente útil no desenvolvimento industrial/comercial
de uma nação. Com a formação da
poupança foi desenvolvida a indústria da construção
civil, criando empregos a uma multidão de migrantes
com pouca qualificação, solucionou o problema
de moradia para milhões de pessoas pois tornou acessível
às mais diversas classes da população,
a possibilidade de adquirir o bem.
1.2
- Correção Monetária
A correção monetária - CM, foi definida
como “o regime legal que permitia reajustar, periódica
e automaticamente, valores históricos afetados pela
inflação”.
A correção monetária foi o princípio
básico de toda a legislação do SFH, pois
oferecia condições realísticas tanto
aos investidores, como aos poupadores.
1.3
- Extinção do BNH
O Banco Nacional de Habitação-BNH, foi extinto
pelo Decreto-Lei 2.291/86.
2
- Recursos do SFH
Os recursos financeiros para desenvolver o programa, tinham
duas fontes básicas.
O primeiro eram os da CEF, oriundo de seus próprios
recursos. No segundo, os captados e administrados pelos agentes
que compunham o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo-SBPE.
3
- Conclusões
3.1 Capital
A formação de capital próprio, através
de captação interna é a única
maneira de não dependermos tanto do capital externo.
3.2 - Desenvolvimento
Para aproveitarmos os potenciais de mão de obra e tecnologia
nacional, necessario se faz a reativação de
bancos ou agencias tipo;
Banco
Nacional de Habitação e Banco de Desenvolvimento
Uma política de desenvolvimento baseada em nossos recursos,
em especial nos energéticos, deverá ser retomada.
( Energia alternativa suplementar como alcool, bio-diesel,
eólica etc.).
Como hoje já temos 20/25% de alcool na gasolina, temos
de buscar com que parte de bio-diesel faça parte nos
óleos combustíveis.
Implementação da energia elétrica de
base Hídrica.
Retorno de uma política de incentivo da construção
civil e de desenvolvimento industrial mais voltada para o
atendimento interno.
Isto propiciaria o desenvolvimento na agricultura, na Industria,
na construção civil, empregando mão de
obra hoje excedente no país.
O Brasil sendo um país tropical pode se preparar para
ter energéticos que a cada safra poderemos produzir,
não ficando tão dependente da política
internacional do Petróleo.
Referências
Bibliográficas
J.W.Bautista Vidal e Gilberto F. Vasconcellos - Dialética
dos Trópicos Deamor Antonio Dianin - Apostilha de Financiamentos
Imobiliários Direito Imobiliário - IOB - Cursos
de Legislação Empresarial.
Voltar
|