Jornal do CREA-RS - Dezembro / 2003 - Ano XXIX - Nš 08
 
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Mudanças climáticas podem alterar o mapa da produção de vinho

Nos próximos 50 anos, as 27 principais regiões vinícolas do mundo sofrerão com um aumento médio de temperatura previsto da ordem de 2°C. Para algumas plantações de uva poderá ser até bom, mas, para outras, o impacto negativo do aquecimento prejudicará a qualidade do vinho. Diante da perspectiva de tais alterações, novas estratégias terão de ser traçadas pelos produtores. "Uvas são bons indicadores ambientais" disse Gregory Jones, professor associado da Southern University Oregon e autor de um estudo apresentado mês passado em Washington, na reunião anual da Sociedade de Geologia dos Estados Unidos. Segundo o cientista, como os melhores vinhos são produzidos em locais onde predomina o chamado clima mediterrâneo, qualquer alteração de temperatura será rapidamente transferida para a bebida. Em seu estudo, o pesquisador utilizou um modelo, que considera a circulação global, tanto dos oceanos como da atmosfera. Das 27 regiões investigadas, a maioria está no Hemisfério Norte. O trabalho também traçou previsões para um vinhedo chileno, um sul-africano e três australianos. Segundo Jones, as alterações poderão beneficiar alguns produtores, mas prejudicar os vinhos que precisam de uvas cultivadas em temperaturas mais baixas. Com temperaturas ainda maiores, os vinicultores poderão ter mais problemas com pragas.
Fonte: www.agestado.com.br

Japoneses inventam menor helicóptero do mundo

Os projetistas do helicóptero-robô disseram que o mecanismo poderia ser usado como uma "câmera voadora", por exemplo, para entrar em edifícios destruídos por terremotos. O protótipo tem quatro pernas, pesa 10 gramas e, embora voe por controle remoto, precisa ser conectado por um cabo a uma fonte de energia. O helicóptero foi apresentado na International Robot Exhibition, que ocorre a cada dois anos. Um dos diretores da Seiko Epson, Junji Ajioka, disse estar procurando uma parceria com outra empresa, para ajudar a desenvolver uma pilha extremamente leve. A empresa levou três anos para produzir o protótipo que foi apresentado. O evento no Japão se tornou uma vitrine para fabricantes demonstrarem suas máquinas-conceito.
Fonte: www.bbc.co.uk/portuguese

Trem "voador"

Um trem japonês que levita magneticamente, conhecido por "Maglev", bateu no último mês o seu próprio recorde de velocidade ao atingir 560 km/h durante um teste de via. O comboio de cinco vagões MLX01, cujo recorde anterior de 552 km/h fora alcançado em abril de 1999 com 13 pessoas a bordo, alcançou sua nova marca sem levar passageiros. A composição foi manejada à distância por engenheiros ao longo de uma via de ensaios localizada perto da cidade de Kofu, a cerca de 100 km de Tóquio, disse uma porta-voz da Companhia Ferroviária Central do Japão. O trem japonês fica ligeiramente suspenso da via pela ação de magnetos, o que elimina a redução da velocidade causada pelo atrito com os trilhos.
Fonte: www.folha.com.br

Projeto irá quantificar ciclos de carbono e de água em florestas

A USP está desenvolvendo em parceria com a Votorantim Celulose e Papel S.A um projeto para quantificar os ciclos de carbono e de água em florestas naturais e plantadas. O projeto é coordenado pelo professor Humberto Rocha, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, e envolve especialistas de diversas áreas, como biólogos, hidrólogos e meteorologistas. As trocas de carbono ocorrem por processos como fotossíntese e respiração dos vegetais, decomposição da matéria orgânica e transporte nas águas, e são fundamentais para determinar como esse elemento aumenta ou diminui na atmosfera. A água está em contínuo movimento nas florestas não somente pelo que vem das chuvas, mas também pelos transportes através dos rios e lençóis subterrâneos. O trabalho será realizado na floresta Gleba Pé de Gigante, uma área de Cerrado, no interior de São Paulo. O objetivo é compreender o ciclo funcional das florestas, o impacto das mudanças de uso da terra e a elaboração de modelos físico-matemáticos para verificar como se dão as trocas de carbono e de água do sistema solo-vegetação com a atmosfera e a hidrosfera (rios e água subterrânea). A idéia é poder apontar quais os melhores métodos para garantir a integridade e a sustentabilidade dos ecossistemas.
Fonte: Galileu

Floresta fragmentada perde 50% da biodiversidade em 15 anos

A relação direta entre desmatamento e perda de biodiversidade, sobretudo em florestas tropicais, é velha conhecida dos conservacionistas. Mas a velocidade em que a perda de biodiversidade ocorre, quando um fragmento de floresta é isolado por lavouras ou pastagens, acaba de ser calculada pela primeira vez, por um grupo de especialistas ligados ao Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF), localizado no Distrito Agropecuário de Manaus, no Amazonas. Eles compararam os dados de avifauna relativos a 11 fragmentos de 1,10 e 100 hectares, em períodos superiores a 13 anos. E descobriram que a perda de biodiversidade não depende apenas do tamanho do fragmento isolado, mas apresenta padrões relacionados ao tempo de isolamento. A consideração de tais fatores, podem ajudar a diminuir o impacto da abertura de novas áreas agropecuárias e tornar algumas políticas de conservação mais efetivas. Os inventários de aves foram realizados sistematicamente desde 1979, antes e depois de fragmentos florestais serem isolados por desmatamentos, seguidos da implantação de áreas cultivadas ou pastagens. Segundo os cálculos, um fragmento pequeno, de 1 a 10 hectares de floresta, perde 50% da riqueza de espécies em menos de 15 anos. A par do tamanho do fragmento isolado, o uso das terras desmatadas, que transformam o fragmento em "ilha", também pode influenciar o ritmo de perda de espécies.
Fonte: www.estado.com.br

 
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