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Mudanças climáticas podem alterar
o mapa da produção de vinho
Nos próximos 50 anos, as 27 principais regiões
vinícolas do mundo sofrerão com um aumento médio
de temperatura previsto da ordem de 2°C. Para algumas
plantações de uva poderá ser até
bom, mas, para outras, o impacto negativo do aquecimento prejudicará
a qualidade do vinho. Diante da perspectiva de tais alterações,
novas estratégias terão de ser traçadas
pelos produtores. "Uvas são bons indicadores ambientais"
disse Gregory Jones, professor associado da Southern University
Oregon e autor de um estudo apresentado mês passado
em Washington, na reunião anual da Sociedade de Geologia
dos Estados Unidos. Segundo o cientista, como os melhores
vinhos são produzidos em locais onde predomina o chamado
clima mediterrâneo, qualquer alteração
de temperatura será rapidamente transferida para a
bebida. Em seu estudo, o pesquisador utilizou um modelo, que
considera a circulação global, tanto dos oceanos
como da atmosfera. Das 27 regiões investigadas, a maioria
está no Hemisfério Norte. O trabalho também
traçou previsões para um vinhedo chileno, um
sul-africano e três australianos. Segundo Jones, as
alterações poderão beneficiar alguns
produtores, mas prejudicar os vinhos que precisam de uvas
cultivadas em temperaturas mais baixas. Com temperaturas ainda
maiores, os vinicultores poderão ter mais problemas
com pragas.
Fonte: www.agestado.com.br
Japoneses inventam menor helicóptero do mundo
Os projetistas do helicóptero-robô disseram que
o mecanismo poderia ser usado como uma "câmera
voadora", por exemplo, para entrar em edifícios
destruídos por terremotos. O protótipo tem quatro
pernas, pesa 10 gramas e, embora voe por controle remoto,
precisa ser conectado por um cabo a uma fonte de energia.
O helicóptero foi apresentado na International Robot
Exhibition, que ocorre a cada dois anos. Um dos diretores
da Seiko Epson, Junji Ajioka, disse estar procurando uma parceria
com outra empresa, para ajudar a desenvolver uma pilha extremamente
leve. A empresa levou três anos para produzir o protótipo
que foi apresentado. O evento no Japão se tornou uma
vitrine para fabricantes demonstrarem suas máquinas-conceito.
Fonte: www.bbc.co.uk/portuguese
Trem "voador"
Um trem japonês que levita magneticamente, conhecido
por "Maglev", bateu no último mês o
seu próprio recorde de velocidade ao atingir 560 km/h
durante um teste de via. O comboio de cinco vagões
MLX01, cujo recorde anterior de 552 km/h fora alcançado
em abril de 1999 com 13 pessoas a bordo, alcançou sua
nova marca sem levar passageiros. A composição
foi manejada à distância por engenheiros ao longo
de uma via de ensaios localizada perto da cidade de Kofu,
a cerca de 100 km de Tóquio, disse uma porta-voz da
Companhia Ferroviária Central do Japão. O trem
japonês fica ligeiramente suspenso da via pela ação
de magnetos, o que elimina a redução da velocidade
causada pelo atrito com os trilhos.
Fonte: www.folha.com.br
Projeto irá quantificar ciclos de carbono e
de água em florestas
A USP está desenvolvendo em parceria com a Votorantim
Celulose e Papel S.A um projeto para quantificar os ciclos
de carbono e de água em florestas naturais e plantadas.
O projeto é coordenado pelo professor Humberto Rocha,
do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências
Atmosféricas (IAG) da USP, e envolve especialistas
de diversas áreas, como biólogos, hidrólogos
e meteorologistas. As trocas de carbono ocorrem por processos
como fotossíntese e respiração dos vegetais,
decomposição da matéria orgânica
e transporte nas águas, e são fundamentais para
determinar como esse elemento aumenta ou diminui na atmosfera.
A água está em contínuo movimento nas
florestas não somente pelo que vem das chuvas, mas
também pelos transportes através dos rios e
lençóis subterrâneos. O trabalho será
realizado na floresta Gleba Pé de Gigante, uma área
de Cerrado, no interior de São Paulo. O objetivo é
compreender o ciclo funcional das florestas, o impacto das
mudanças de uso da terra e a elaboração
de modelos físico-matemáticos para verificar
como se dão as trocas de carbono e de água do
sistema solo-vegetação com a atmosfera e a hidrosfera
(rios e água subterrânea). A idéia é
poder apontar quais os melhores métodos para garantir
a integridade e a sustentabilidade dos ecossistemas.
Fonte: Galileu
Floresta
fragmentada perde 50% da biodiversidade em 15 anos
A relação direta entre desmatamento e perda
de biodiversidade, sobretudo em florestas tropicais, é
velha conhecida dos conservacionistas. Mas a velocidade em
que a perda de biodiversidade ocorre, quando um fragmento
de floresta é isolado por lavouras ou pastagens, acaba
de ser calculada pela primeira vez, por um grupo de especialistas
ligados ao Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos
Florestais (PDBFF), localizado no Distrito Agropecuário
de Manaus, no Amazonas. Eles compararam os dados de avifauna
relativos a 11 fragmentos de 1,10 e 100 hectares, em períodos
superiores a 13 anos. E descobriram que a perda de biodiversidade
não depende apenas do tamanho do fragmento isolado,
mas apresenta padrões relacionados ao tempo de isolamento.
A consideração de tais fatores, podem ajudar
a diminuir o impacto da abertura de novas áreas agropecuárias
e tornar algumas políticas de conservação
mais efetivas. Os inventários de aves foram realizados
sistematicamente desde 1979, antes e depois de fragmentos
florestais serem isolados por desmatamentos, seguidos da implantação
de áreas cultivadas ou pastagens. Segundo os cálculos,
um fragmento pequeno, de 1 a 10 hectares de floresta, perde
50% da riqueza de espécies em menos de 15 anos. A par
do tamanho do fragmento isolado, o uso das terras desmatadas,
que transformam o fragmento em "ilha", também
pode influenciar o ritmo de perda de espécies.
Fonte: www.estado.com.br
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