Primeiros passos para a certificação profissional no Sistema


Integrantes da Comissão Temática de Certificação Profissional do Grupo Agronomia que, em sua reunião de instalação, promove nesta terça uma teleconfer

Créditos: Arquivo CREA-RS

Em sua reunião de instalação, a Comissão Temática de Certificação de Profissionais do Grupo Agronomia promoverá, nesta terça (10), uma teleconferência com a Sociedade Americana de Agronomia (ASA, na sigla em inglês), buscando aprimorar o alinhamento de informações entre as entidades. A experiência norte-americana começou a ser analisada pelo Confea em novembro do ano passado.

“O objetivo da Comissão é operacionalizar a nossa visão conceitual em defesa do interesse público. Estamos ainda definindo as melhores formas de atuação em torno dos nossos limites institucionais e da realidade brasileira, focados no tripé habilidade, conhecimento e conduta. Assim, pretendemos oferecer aos potenciais clientes - empresas, profissionais e agências governamentais – uma ferramenta para auxiliá-los na escolha de profissionais com as habilidades necessárias para atender às suas necessidades”, descreve o coordenador da Comissão Temática, eng.
agr. Luiz Lucchesi.

Ele esclarece que o intercâmbio com a ASA abrange ainda outras entidades sob seu guarda-chuva: a Sociedade Científica Norte-Americana de Culturas Agrícolas (CSSA) e ainda a Sociedade Norte-Americana de Ciências do Solo (SSSA, em inglês).  “Essa Comissão Temática materializa o termo de cooperação firmado no início deste ano. Estamos procurando tomar esse modelo para estabelecer a nossa referência para a certificação dos profissionais da Agronomia”.  A abrangência do intercâmbio é saudada também pelo conselheiro federal Evandro Martins. “A ASA, por exemplo, é uma entidade secular que pode contribuir muito para a certificação dos profissionais da Agronomia do Brasil”.

Aprimoramento e qualidade
Presidente da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil – Confaeab, e coordenador nacional das câmaras especializadas de Agronomia - CCEAGRO, Kleber Santos aponta que os principais ganhos são a valorização profissional e a defesa do interesse público e que a principal meta é estabelecer critérios para a certificação dos profissionais da Agronomia do país. “A certificação passará pelo conhecimento, seu aprofundamento e pelo registro da experiência profissional acumulada. Esse controle de qualidade representará uma adicional forma de valorização profissional e do papel das entidades de classe”, afirma.

Tal processo poderá se tornar, segundo Kleber, uma referência para o aprimoramento da qualidade dos cursos de graduação disponíveis no Brasil. “Diante de um cenário de cursos a rodo, a boa formação é um critério tão importante como a experiência profissional, e ambas poderão ser valorizadas por meio dessa certificação. Para isso, será importante adequar a experiência norte-americana à realidade brasileira”, defende.

Ecletismo e mercado
Assessorado pelo engenheiro agrônomo Flávio Bolzan, do Gabinete da Presidência do Confea, o grupo é formado ainda pelos especialistas Laerte Marques e Clóvis Albuquerque. “O engenheiro agrônomo brasileiro tem uma formação bastante abrangente, eclética, e essa certificação, além de valorizar a sua expertise em determinadas áreas, também proporcionará mais dinamismo profissional e ainda mais resultado e tranquilidade à sociedade, dentro do que ela espera dos profissionais”, afirma Clóvis.

Já Laerte Marques considera que a consequência natural ao processo de certificação será a criação de um banco de dados nacional onde estarão descritas as expertises profissionais. “Acredito que isso seja uma consequência natural desse processo, representando mais uma forma de obter um ganho de mercado, ao ser estabelecida uma associação entre a certificação e a qualidade. A experiência poderá ser auferida por meio das ARTs, cursos, mas acredito que ela dependerá ainda de um normativo específico para definir as formas dessa avaliação”.

Equipe de Comunicação do Confea

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