Dia Mundial do Diabetes: 14 de novembro


Créditos: Arquivo CREA-RS

O Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, foi criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientizar o mundo inteiro sobre os problemas associados à doença: alta mortalidade por doenças cardiovasculares (infartos e insuficiência cardíaca), AVC (derrame), complicações específicas da doença, como insuficiência renal, perda da visão, alteração de sensibilidade nos membros inferiores e consequentes úlceras e amputações.

Em 2006, a Organização das Nações Unidas entrou nessa parceria, por meio da resolução nº 61/225, para conscientizar todas as nações do mundo de que o diabetes é, de fato, uma doença epidêmica com impacto social e econômico grave, principalmente entre os países em desenvolvimento. Nasceu, portanto, o Dia Mundial de Diabetes, em 14 de Novembro.

Hoje, no Brasil, existem mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população. E esse número está crescendo. Em alguns casos, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações.

Confira o depoimento da Eng. Civil Márcia Raquel de Paula Moraes que se descobriu portadora do doença:

"Sou Engenheira Civil atuante na cidade de Santa Rosa e gostaria de lhes solicitar que seja incluído na campanha do novembro azul a causa do Diabetes. Fui diagnosticada com Diabetes Tipo 1, um ano antes da minha colação de grau em engenharia, no ano 2012 e desde este dia toda minha vida e rotina tiveram que ser adaptadas para manter o bom controle desta doença que não tem cura, mas tem tratamento.

A partir daí comecei a me envolver na causa do diabetes, mais especificamente com os portadores de Dm1. Atualmente conduzo um grupo de apoio ao diabético em minha cidade e região, e estamos sempre buscando a conscientização e a informação sobre a doença na comunidade em geral- https://www.facebook.com/grupodeapoiodm1/

No ano passado tivemos a  reinserção oficial no calendário de eventos do Ministério da Saúde, resgatado pela Sociedade Brasileira de Diabetes o Novembro Diabetes Azul. Acredito que a chave para a diminuição nestes números, tanto de diabéticos, quanto de complicações relacionadas ao Diabetes só acontecerão com muita informação e conscientização, e tenho certeza que nosso conselho de classe , tendo a expressividade que tem em meio a sociedade, poderá contribuir para que isso ocorra."

Definição: Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. Quando a pessoa tem diabetes, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto -  a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos. O diabetes exige alguns cuidados que são para o resto da vida, tanto para o paciente, quanto para a família.

Existem vários tipos de diabetes, sendo a prevalência nos dois descritos a seguir:

Diabetes Tipo 1 (DM 1) - Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células, beta levando a deficiência de insulina. Nesse caso podemos detectar em exames de sangue a presença desses anticorpos que são: ICA, IAAs, GAD e IA-2. Eles estão presentes em cerca de 85 a 90% dos casos de DM 1 no momento do diagnóstico. Em geral costuma acometer crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária.

O quadro clínico mais característico é de um início relativamente rápido (alguns dias até poucos meses) de sintomas como: sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento importante, cansaço e fraqueza. Se o tratamento não for realizado rapidamente, os sintomas podem evoluir para desidratação severa, sonolência, vômitos, dificuldades respiratórias e coma. Esse quadro mais grave é conhecido como Cetoacidose Diabética e necessita de internação para tratamento.

Diabetes Tipo 2 (DM 2) - Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos). Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes. A instalação do quadro é mais lenta e os sintomas - sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros - podem demorar vários anos até se apresentarem. Se não reconhecido e tratado a tempo, também pode evoluir para um quadro grave de desidratação e coma .

Ao contrário do Diabetes Tipo 1, há geralmente associação com aumento de peso e obesidade, acometendo principalmente adultos a partir dos 50 anos. Contudo, observa-se, cada vez mais, o desenvolvimento do quadro em adultos jovens e até crianças. Isso se deve, principalmente, pelo aumento do consumo de gorduras e carboidratos aliados à falta de atividade física. Assim, o endocrinologista tem, mais do que qualquer outro especialista, a chance de diagnosticar o diabetes em sua fase inicial, haja visto a grande quantidade de pacientes que procuram este profissional por problemas de obesidade.

Outros Tipos de Diabetes - Outros tipos de diabetes são bem mais raros e incluem defeitos genéticos da função da célula beta (MODY 1, 2 e 3), defeitos genéticos na ação da insulina, doenças do pâncreas (pancreatite, tumores pancreáticos, hemocromatose), outras doenças endócrinas (Síndrome de Cushing, hipertireoidismo, acromegalia) e uso de certos medicamentos.
fontes: https://www.endocrino.org.br/ - http://novembrodiabetesazul.com.br/ -  https://www.diabetes.org.br/publico/

 

 

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