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Comitê Gestor do Programa Mulher do CREA-RS promove palestra Igualdade de Gênero


Créditos: Arquivo CREA-RS

Em 2015 foi definida pelas Nações Unidas a Agenda 2030, constituindo 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esses Objetivos são um contrato social entre os líderes mundiais e uma lista das coisas a fazer em nome dos povos e do planeta. Entre os desafios está o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 5, que trata da Igualdade de Gênero, visando diversas ações quem devem ser tomadas para a construção de uma sociedade livre e justa.

O Sistema Confea/Crea é um dos signatários dos 17 ODS, por isto, O Comitê Gestor do Programa Mulher do CREA-RS trouxe como tema Igualdade de Gênero, ministrada pela psicóloga clínica, especialista em saúde mental e mestranda em Psicologia Social, Itauane de Oliveira.

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Itauane de Oliveira é Psicóloga Clínica, Especialista em Saúde Mental pela Unisinos e Mestranda em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS. Também é integrante do Grupo de Pesquisa Intervires e do projeto de extensão Clínica na Perspectiva da Interseccionalidade da UFRGS.

Transmitida via YouTube, o evento foi aberto pela Eng. Ambiental Nanci Walter, presidente do CREA-RS, tendo como mediadora a diretora administrativa, Eng. Agr. Elisabete Gabrielli, coordenadora do Comitê Gestor do Programa Mulher do CREA-RS.

“Que bom falar aqui com as meninas, de modo especial com a nossa convidada Itauane de Oliveira. A Engenharia de um modo geral é uma profissão predominantemente masculina. Estamos aqui, dividindo com a Elisabete Gabrielli e diversas outras inspetoras, conselheiras, profissionais, a missão diária de presidir o Conselho sendo a primeira mulher eleita pelo voto direto. Não quero ser a única, apenas sou a primeira”, afirmou a presidente Nanci.

A Eng. Elisabete Gabrielli, por sua vez, ressaltou que uma das pautas prioritárias do Programa Mulher é a equidade de gênero. "É uma das formas de reafirmar constantemente a importância da participação e do protagonismo das mulheres. De acordo com os dados do sistema, apenas 20% dos profissionais do CREA são mulheres. Esse número é muito baixo e o nosso desafio é encontrar maneiras de estimular a participação das mulheres, fazer com que se encontrem em espaços possíveis e, como dizemos, até os impossíveis”, apontou.

Com um retrospecto acerca dos estudos feministas da concepção do “ser homem” e do “ser mulher”, a palestra contou com uma abordagem teórica e prática sobre a igualdade de gênero, com ênfase no âmbito profissional. “As mudanças no cenário, muito provocadas pelo movimento feminista e LGBTQI+, produziram importantes mudanças em como vamos nos constituindo como mulheres e homens hoje em dia. Isso afeta como agimos, o que desejamos e por aí vaí”, afirmou Itauane, explicando a relação moderna de mulheres com a sociedade e com o mercado de trabalho.

A palestra trouxe uma abordagem teórica e prática sobre igualdade de gênero

“Existem algumas construções possíveis dentro do ambiente de trabalho. Principalmente por se tratar da Engenharia, uma ciência das exatas, acredito que a maioria de vocês não tenha na formação um espaço para debates destas temáticas. Acho que é fundamental que vocês possam ter estes espaços de conversa, de escuta”, explicou a psicológa Itauane de Oliveira.

Após realizar uma apresentação inicial, a psicóloga Itauane de Oliveira abriu o debate, incluindo a participação dos presentes. Em uma das trocas, a profissional aconselhou: “Existem algumas construções possíveis dentro do ambiente de trabalho. Principalmente por se tratar da Engenharia, uma Ciência das Exatas, acredito que a maioria de vocês não tenha na formação um espaço para debates destas temáticas. Acho que é fundamental que vocês possam ter estes espaços de conversa, de escuta”, sugeriu.

“Eu trabalho em uma universidade e eventualmente criamos um grupo de leitura. Passamos a nos encontrar no campus e ler contos e outras obras mais curtas. No fim, esse momento se tornou uma roda de conversa entre nós”, relatou a coordenadora Elisabete.

Itauane reforçou o ponto levantado pela coordenadora. “É fundamental a existência de espaços de conversa entre as mulheres. Não que homens não possam participar, são muito bem-vindos, mas são espaços necessários. Há algumas coisas que talvez só possam ser ditas entre mulheres para que depois possam ser comunicadas com homens”, destacou a psicóloga, oferecendo como dica a criação de espaços coletivos de troca entre mulheres.

A presidente Nanci Walter aproveitou o espaço e agradeceu a participação da psicóloga. “Ouvir de outros pontos de vista é sempre bom. Achei incrível enxergar essa situação a partir dessa visão clínica, bastante diferente do que estamos acostumado”, afirmou, acrescentando ainda novos questionamentos acerca das mulheres na Engenharia.

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