Apesar dos apelos do chefe da delegação das Filipinas, país que está em estado de emergência por causa do super tufão Haiyan, para que os esforços para lidar com o aquecimento global fossem mais ambiciosos, a 19ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 19), que está em andamento em Varsóvia, na Polônia, indica que não alcançará resultados significantes.
A Delegação Brasileira cobrou compromissos para a redução do efeito estufa. A proposta pretendia calcular a responsabilidade histórica das emissões de cada país e levar esse dado em conta no futuro acordo climático, que substituirá o Protocolo de Quioto. Os Estados Unidos e a União Européia não gostaram da ideia de ter suas emissões futuras limitadas sob a justificativa de já terem liberado grandes quantidades de gases do efeitos estufa no passado. O argumento brasileiro, no entanto, chegou a contar com o apoio de 130 países.
Participante do evento, o Eng. Civil Lélio Luzardi Falcão, presidente da ASSENAR e Secretário de Meio Ambiente e Ecologia da Força Sindical do Rio Grande do Sul, contou que a Secretária-Geral da Confederação Sindical Internacional (SCI) Sharan Burrow, alertou que os países devem compartilhar conhecimentos e tecnologia. O Eng. Lélio Falcão também destacou o anúncio da realização da COP 20, em Lima, no Peru, que será antecedida por uma pré-COP na Venezuela.“Isso coloca a América Latina no foco dos debates no próximo ano, e eu gostaria de lembrar que o pulmão do mundo, a Amazônia, fica na América Latina e que também temos riquezas minerais, muita água doce, solo e sol, que são fundamentais para a produção de alimentos”, considerou.
Com informações http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mudancas_climaticas1/noticia=735707