Em uma das principais regiões de produção mineral do país, debates sobre fiscalização e segurança de barragens ganharam contornos ainda mais concretos. Foi nesse cenário, em Parauapebas (PA), que a Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Geologia e Engenharia de Minas (CCEGEM) do Sistema Confea/Crea realizou, entre os dias 19 e 21 de maio, sua 2ª Reunião Ordinária de 2026, marcada por uma imersão técnica que conectou a pauta institucional às operações reais do setor mineral, incluindo visita à maior mina de ferro a céu aberto do mundo.
Coordenadora da Câmara de Geologia e Engenharia de Minas do CREA-RS, a Eng. de Minas Janaína Munaretti representou o Rio Grande do Sul.
De acordo com o coordenador da CCEGEM, eng. geol. Danilo Costa Monteiro, o encontro priorizou o avanço de iniciativas estratégicas. “Debatemos o andamento dos grupos de trabalho relacionados ao monitoramento das fiscalizações nos Creas, à elaboração de procedimentos padronizados para fiscalização de mineração, barragens e águas subterrâneas, além da revisão participativa das metas nacionais de fiscalização vinculadas à transição energética e aos minerais estratégicos”, destacou.
A escolha de Parauapebas como sede do encontro reforçou a conexão da coordenadoria com a realidade do setor mineral. “Estar próximo da realidade operacional da mineração permitiu que os debates acontecessem de forma muito mais conectada com os desafios enfrentados diariamente pelos profissionais, pelas empresas e pelos órgãos de fiscalização”, afirmou Monteiro.
Durante a programação, foram realizadas visitas técnicas, incluindo a Mina de Carajás, considerada a maior mina de ferro a céu aberto do planeta. “Foi uma oportunidade para trocar experiências e passar aos gestores e engenheiros da Vale as ações do Sistema Confea/Crea”, comentou o coordenador. A mina abrange reservas estimadas em 18 bilhões de toneladas de minério de ferro e um dos mais altos índices de pureza do mercado, fazendo do complexo de Carajás um dos principais polos da mineração brasileira que sustenta cadeias produtivas ligadas à siderurgia e ao mercado global de commodities.
A reunião da CCEGEM também teve repercussão na mídia local, ampliando o diálogo com a sociedade e o poder público sobre temas como mineração sustentável, segurança de barragens e fiscalização profissional.
Fortalecimento técnico e institucional
No início deste exercício, a CCEGEM tem priorizado o fortalecimento técnico e institucional, com destaque para a uniformização dos procedimentos de fiscalização e a capacitação de fiscais. “Outro tema importante é o fortalecimento da representatividade das modalidades dentro do Sistema, especialmente por meio da proposta de alteração normativa que busca permitir maior participação dos representantes de plenário nas funções de coordenação nacional”, pontuou.
Igualmente relevante tem sido a articulação com órgãos públicos e instituições estratégicas. A coordenadoria trabalha na retomada de acordos de cooperação técnica com entidades como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Agência Nacional de Mineração (ANM), buscando integração de informações e fortalecimento das ações fiscalizatórias. Segundo Monteiro, a intenção é ampliar a contribuição técnica da CCEGEM para políticas públicas mais eficientes. “A ideia é que a CCEGEM contribua cada vez mais com propostas técnicas capazes de auxiliar o poder público na formulação de políticas mais eficientes, seguras e alinhadas às necessidades do setor mineral brasileiro”, afirmou.
A próxima reunião da coordenadoria está prevista para setembro, em Brasília. Até lá, a expectativa é consolidar os trabalhos dos grupos técnicos, especialmente na padronização da fiscalização, elaboração de manuais e revisão das metas nacionais. De acordo com o coordenador, o encontro também deverá avançar nas propostas de governança e nos acordos institucionais, definindo prioridades para o encerramento do exercício de 2026.
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Julianna Curado / Equipe de Comunicação do Confea
Colaboração: Ascom do Crea-PA








