A versatilidade das redes sociais encontra no engenheiro de produção Edson Gonçalves Martins um de seus atuais símbolos para representar a relação entre a área profissional e as novas tecnologias, inclusive, a inteligência artificial. Mais do que teorizar sobre esse novo instrumento, com todas as suas limitações e estímulos, ele apresenta e aplica esse universo na engenharia, produtividade, inovação e automação para profissionais de todas as faixas etárias. Isso, com a bagagem de conhecer o Sistema Confea/Crea, como inspetor do Crea-SC, além de embaixador do InovaCrea.
Fundador do Engenharia Podcast, criador do Método EP, coordenador do MBA em Dados e Inteligência Artificial e idealizador do EP Hub: Engenheiro Aumentado, encampado pelo governo catarinense, ele defende que o engenheiro existe para resolver problemas, gerir e liderar. As formações complementares em Neuropsicologia, Gestão de Projetos e Inteligência Artificial e ainda sua rede de relacionamentos formada ainda na faculdade incrementaram sua verve comunicativa, pouco a pouco aliada à atuação como professor, consultor e mentor em inovação tecnológica para engenheiros e líderes.
“Hoje, minha principal atividade profissional está ligada ao ecossistema construído por meio do Engenharia Podcast e das redes sociais. Mas as redes são o canal, não o produto final. Atuo principalmente com educação, comunicação e relacionamento com empresas e instituições, desenvolvendo treinamentos, projetos educacionais e iniciativas ligadas à engenharia, à tecnologia e à inovação”, diz, sobre sua condição atual.
Com a ajuda da IA, em toda a entrevista, ele acrescenta que um dos seus principais desafios é transformar toda essa audiência, credibilidade e impacto em uma estrutura financeiramente sustentável. “Quero consolidar o Engenharia Podcast, o Método EP e o EP Hub como uma rede de educação e desenvolvimento para engenheiros. Posso dizer que hoje vivo dos projetos que nasceram a partir das redes, mas não apenas da produção de conteúdo ou da remuneração das plataformas. Estou construindo uma estrutura de educação, conexão e desenvolvimento que possa se tornar minha principal e, futuramente, minha única fonte de renda”, acrescenta.
“Em todas (as questões) eu respondi com áudio pra IA, usando o ChaGPT, e pedi pra ele organizar, expliquei pra quem era, o contexto e ele organizou as palavras otimizadas pra SEO e AIO. Foi basicamente este o processo. Isso é importante até pra ressaltar que a IA acelera o processo, mas quem assina é o Engenheiro. Que não se pode confiar 100% na IA, o Engenheiro tem que verificar e aprovar o que está sendo feito. Aí que entra o risco e a ética na aplicação da IA”, diz, por Whatsapp, ao comentar essa possibilidade de uso mais informalmente.
Com a expectativa de que esse “ingrediente a mais” incentive chegar ao final dessa pequena jornada jornalística (entrevista e respostas cobriram aspectos como a ética, os alcances e os limites da IA), acrescentamos ainda informações sobre a nova empreitada desse ex-motorista de caminhão, entre outros périplos profissionais, o projeto EP Hub: Engenheiro Aumentado dentro do Programa Nascer, do Governo de Santa Catarina.
“O EP Hub: Engenheiro Aumentado nasceu de uma contradição que observo há muitos anos na engenharia brasileira. De um lado, encontramos profissionais e estudantes dizendo que não conseguem oportunidades. Do outro, empresas afirmam que têm dificuldade para contratar pessoas preparadas para suas necessidades. Isso mostra que não existe apenas falta de vagas ou falta de profissionais. Existe um desalinhamento entre a formação, as competências exigidas pelas empresas e a capacidade de o profissional demonstrar aquilo que sabe fazer. A proposta não é criar apenas mais uma plataforma de cursos. Queremos construir uma plataforma de desenvolvimento de competências e conexão entre profissionais e empresas da Engenharia”.
Veja abaixo mais detalhes sobre o projeto, também nas vozes de Edson Martins e de sua IA. Em seguida, clique no link e continue com a entrevista que integra uma série sobre a IA na Engenharia, na Agronomia e nas Geociências.
https://www.confea.org.br/inteligencia-artificial-engenharia-e-construcao-da-nova-profissao
Ponderações adicionais de Edson Martins sobre o projeto EP HUB: engenheiro aumentado
Uma das primeiras soluções planejadas é o EP Hub Sprint 90. Durante 90 dias, profissionais ou equipes passam por um diagnóstico, recebem um plano de desenvolvimento e aplicam Inteligência Artificial em um problema real. Pode ser a melhoria de um processo, a redução de retrabalho, a análise de dados, a automatização de uma atividade ou o aumento da produtividade.
O EP Hub: Engenheiro Aumentado também pretende funcionar como uma comunidade de desenvolvimento contínuo, aproximando engenheiros, estudantes, empresas, especialistas e instituições. A empresa poderá apresentar suas demandas, enquanto os profissionais poderão desenvolver as competências necessárias e se preparar para oportunidades reais.
O objetivo é reduzir a distância entre aprender, aplicar e ser reconhecido pelo mercado. Não queremos apenas dizer ao engenheiro quais competências ele precisa desenvolver. Queremos ajudá-lo a desenvolvê-las, aplicá-las e demonstrá-las.
Em resumo, o EP Hub: Engenheiro Aumentado pretende fazer a ponte entre três pontos que hoje ainda estão separados: o que as empresas precisam, o que os profissionais sabem e aquilo que eles precisam aprender para participar da nova engenharia.
Ele pretende conectar profissionais, empresas, conhecimento e oportunidades. A proposta é ajudar o engenheiro a desenvolver competências, aplicá-las em problemas reais e demonstrar seu valor para o mercado.



