Inscrições para o Congresso Internacional da Transição Justa vão até 10 de setembro

Evento internacional reunirá academia, comunidades, trabalhadores, juristas, gestores públicos, e comunicadores. Créditos: Divulgação
As inscrições de trabalhos para o 2º Congresso Internacional Transição Justa do Carvão e Metano estão abertas até 10 de setembro de 2026. Com o tema “Transição Justa – Obsolescência do Carvão Mineral e Metano: Saúde e Meio Ambiente em Territórios Fósseis”, o congresso será um espaço de articulação entre conhecimento científico, experiências territoriais e incidência política diante do agravamento da crise climática e dos impactos associados à permanência dos combustíveis fósseis na matriz energética.
A segunda edição do congresso nasce da urgência de transformar conhecimento em ação. Em um cenário marcado pela intensificação de eventos climáticos extremos, pela pressão sobre territórios fósseis e pelas disputas políticas em torno da permanência do carvão na matriz energética nas próximas décadas e das emissões associadas ao metano, o Congresso reafirma que não há futuro justo sem enfrentar os combustíveis fósseis com rigor científico, participação social, inclusão dos trabalhadores e compromisso concreto com a transição justa e sustentável.
O legado da primeira edição, realizada em 2022, inspira a realização deste segundo Congresso, com temas voltados para o agravamento da saúde e o meio ambiente, as novas evidências científicas sobre o papel do metano no aquecimento global, os passivos socioambientais deixados pela exploração e uso do carvão, as disputas em torno da tão defendida “segurança energética” e os desafios para a descarbonização e consolidação de uma economia que não dependa de combustíveis fósseis.
O encontro também pretende ampliar o debate sobre os caminhos concretos para o phase out do carvão e do metano, o descomissionamento de ativos fósseis, a reparação de passivos ambientais, a diversificação econômica dos territórios e a proteção dos direitos dos trabalhadores. A perspectiva é compreender a transição justa não apenas como uma questão energética e climática, mas também como uma agenda de saúde pública, direitos humanos, justiça ambiental, democracia, trabalho e desenvolvimento territorial.
A programação temática está organizada em sete eixos articulados:
1. Carvão mineral, impactos, passivos socioambientais, subsídios e políticas públicas de transição energética justa e sustentável;
2. Metano e clima: impactos, mensuração, regulação e mitigação;
3. Litigância climática, responsabilização e justiça ambiental;
4. Descomissionamento e descarbonização: métodos, tecnologias e implementação;
5. Phase out, transição justa e participação de trabalhadores e trabalhadoras na transição energética;
6. Saúde, natureza e territórios fósseis;
7. Memória, território, resiliência e alternativas de futuro.
O congresso busca reunir diferentes formas de conhecimento e experiência para fortalecer redes, dar visibilidade às comunidades e territórios atingidos, estimular a produção científica e contribuir para a construção de políticas públicas capazes de enfrentar a dependência dos combustíveis fósseis.
Até 10 de setembro, pesquisadores, estudantes, profissionais, trabalhadores, representantes de comunidades e organizações podem apresentar trabalhos relacionados aos sete eixos temáticos, compartilhando pesquisas, experiências, metodologias e iniciativas voltadas à transição justa.
O 2º Congresso Internacional Transição Justa do Carvão e Metano pretende, assim, consolidar um espaço de alta densidade técnica para discutir não apenas os problemas produzidos pelo modelo fóssil, mas sobretudo as alternativas capazes de construir territórios mais saudáveis, resilientes, democráticos e socialmente justos.
Mais informações no site do Congresso: https://transicaojusta.arayara.org/

