Onde você vai colocar sua energia nos próximos 12 meses? Em mais uma ferramenta, em um curso isolado ou em uma estratégia de aprendizagem conectada aos desafios da Engenharia? A provocação de Marcos Prieto, diretor de Serviços da Deskgraphics, abriu a palestra Engenharia em Transformação, que abordou as mudanças provocadas pela integração entre BIM, automação e Inteligência Artificial (IA).
Mestre em Sistemas de Gestão, com MBA em Gestão Pública, especializações em Estratégia Empresarial e Gestão Industrial, certificação PMP e autor de quatro artigos científicos, Prieto destacou que o BIM deixou de ser tendência para se consolidar como realidade. A metodologia evoluiu da modelagem tridimensional para ambientes colaborativos, baseados em dados, e agora incorpora automação e Inteligência Artificial.
“BIM não é apenas um software. É gestão da informação”, ressaltou o palestrante, lembrando que dados estruturados são fundamentais para ampliar as possibilidades de análise, automação e tomada de decisão.
No Brasil, políticas públicas e ações da iniciativa privada impulsionam a adoção do BIM em obras e serviços de engenharia, abrindo caminho para projetos mais integrados, gêmeos digitais e soluções sustentáveis.
Tecnologia, por si só, não transforma processos. Com experiência na implementação do BIM desde 2012, Prieto alertou que um dos erros mais comuns é acreditar que basta substituir ferramentas. A transformação exige objetivos claros, processos padronizados, projetos-piloto, indicadores, governança e capacitação aplicada à rotina profissional.
Essa preparação torna-se ainda mais importante com a chegada da IA aos fluxos de projetos e obras. Informações dispersas, padrões inconsistentes e dados sem contexto podem comprometer os resultados e ampliar falhas existentes.
Ao abordar o futuro da profissão, Prieto foi direto: “O profissional não será substituído por um prompt.” Para ele, o domínio técnico continua indispensável para avaliar resultados, formular problemas e tomar decisões responsáveis. Fluência digital, conhecimento em BIM, dados, automação e plataformas em nuvem passam a integrar as competências necessárias à Engenharia.
Como caminho para essa evolução, apresentou três pilares: BIM, automação e inteligência artificial. O primeiro estrutura processos e informações; o segundo integra dados e reduz tarefas repetitivas; e o terceiro amplia a capacidade de análise e criação, sem dispensar o julgamento profissional.
Durante a palestra, também foram apresentados o DeskHUB, plataforma de recursos para a transformação digital, e três novas formações voltadas às demandas da Engenharia, com aulas on-line ao vivo. Os participantes ainda foram convidados a avaliar sua maturidade em BIM e conhecer oportunidades de capacitação e benefícios relacionados aos cursos oferecidos pelo Crea-RS.
Reportagem: Jô Santucci (Crea-RS)
Edição: Julianna Curado (Confea)
Equipe de Comunicação da 81ª Soea
Fotos: Dbrothers e Sto Rei
Gestão de imagens: Paula Moreira (Confea)



